domingo, 22 de março de 2015

Economia nas compras da viagem

Se mesmo com o dólar baixo eu fico preocupada com os gastos posteriores à viagem, imagina com a moeda lá no alto??

Para mim, a economia começa no aeroporto. Eu sei, vc sabe, que a falta de concorrência faz com que eles cobrem fortunas por aperitivos simples, como coca-cola, pão de queijo e água. Eu admito que sou pão dura de aeroporto mesmo. Odeio pagar mais sabendo que posso encontrar por menos. Mas, se não dá para encontrar por beem menos, pelo menos vou tentar ir atrás do mais barato, isso sempre. 

Um exemplo bem claro eu tive no aeroporto de São Paulo recentemente. São duas lojas, uma praticamente em frente a outra. Na primeira, a água e o refrigerante custavam R$4,90. Ingênua, logo pensei: "Difícil encontrar algo mais caro do que isso, então vou continuar para ver se acho mais barato". Ledo engano. Como falei, na loja em frente, a água custava R$ 5, e o refri? R$6,50! É claro que voltei correndo para a primeira opção. Sim, garimpar em aeroporto pode ser chato, mas a economia pode ser gratificante!!

 ==> Eu sei que é dificil, mas que tal dar um olé nas fast-fashions e tentar a sorte em um brechó local? Uma pesquisa antes pode ajudar , e muito, a que a gente ache os lugares mais descolados da cidade. E o melhor, ninguém vai ter igual quando você voltar. Além disso, há marcas que são valorizadas aqui, e por isso, caras, e que lá fora são encontradas a preços de banana. Imagina se são de segunda mão?? Lembrete: chique é ser sustentável.


Panela velha também faz comida boa
Olha só que legal! Antes de ir a Montreal me informei sobre brechós existentes lá. Fui a um chamado Annex Vintage, super moderninho, mas como eu estava a fim de preço (é preeeço!) e não de modernidade, achei os valores caros - em torno de $25 a $30 dólares por peça. Daí, pesquisei e fui a dois outros. Village des Valeurs e Eva B.






Oi, eu estava mesmo te esperando...
O primeiro é beeeem organizado, com roupas separadas por tamanho, cor, e modelo. Achei beem legal, mas no momento, eu estava sem muito tempo, e esse tipo de lugar exige paciência, então saí de lá sem nada. O segundo é bem zoneado. Um caos, para falar a verdade. Mas é tão moderninho e descolado, que dá vontade de passar a tarde olhando cabide por cabide (olha que a tarefa é árdua!). Com um pouco mais de tempo, resolvi desapegar da zona e dar uma chance ao lugar. No andar de cima, comecei a calçar sapato por sapato. Até que... lá estava ela, perfeita para meus pezinhos (Cinderela, morra de inveja!), e o melhor: por 12 dólares canadenses. Mais as taxas, $13,80. É goooool!!!
OBS: Por favor, quando olhar minhas fotos de viagem, repare nelas!

Ok, quer mais um exemplo de felicidade? Quando fui a Collingwood, em Ontario, fiquei um pouco surpresa com os preços das lojas (achei tudo caro!) e sugeri a minha amiga que fôssemos a uma loja desse tipo. Em pleno outono, com os termômetros na marca dos 5 graus, saí de lá não com uma, mas com duas roupas novinhas. E baratinhas! Já usei por lá mesmo e, a capa, umas duas vezes no Rio. O colete de vovó, inclusive, voltou comigo para o Canadá.




Usa e abusa de mim que eu gosto!
Uma loja que eu adoro quando vou aos Estados Unidos é a T.J. Maxx. (tão viciada que descobri a T.K Maxx, em Londres e a Winners, no Canadá, e são todas da mesma rede, uebaaa!) Tem que garimpar, tem. Tem que ter paciência, sim, senhor. Felizmente, as muitas viagens que faço a trabalho - e o pouco tempo livre que tenho nelas - me ajudaram a ser express em meio às milhões de araras espalhadas pela loja, repletas de roupas de marca e utensílios para a casa a preços bem módicos Sim, consigo fazer uma espécie de raio x, algo como uma leitura dinâmica, sei lá. Mas, sem dúvida, quando se tem tempo para ir para a cabine com milhões de peças e milhões de minutos disponíveis é muito melhor. Pelos cabides, dá para achar muita coisa boa. Paguei $19 em calças da Levis e da Calvin Klein, $16 em calça de ginástica da Adidas e tantas outras preciosidades que tornam essa rede uma das minhas preferidas de sempre. Nem sempre elas estão no meio da cidade, digo, nas calçadas. Mas elas são muitas, e, diante de uma pesquisa prévia, dá para achar facilmente e se programar para ir.




quem encara?

As redes grandes como H&M, Zara, e Forever 21 (foto) estão SEMPRE com promoções, é impressionante. Mais uma vez, a palavra certa é paciência para catar os melhores achados, levar tudo para a cabine, voltar, achar mais, voltar.. mas eu ainda acho que compensa.

Ok, a Sephora é linda, baphônyca, incrível. Mas também faz com que você gaste facilmente mais de $100. Eu, geralmente, deixo para comprar nela só aquilo de que realmente preciso e sei que não vou mais achar em nenhum outro lugar. Caso contrário... a minha primeira opção são sempre as farmácias e o Walmart (o mais barato de todos os lugares!!) Walgreens, CVS, Rite Aid, Boots, Farmacity, Pharmaprix, Jean Coutu são apenas alguns exemplos de farmácias espalhadas aí pelo mundo.A CityPharma, em Paris, é parada obrigatória para quem visita a capital francesa. E a Panvel, rede de farmácias do Sul, que maravilha!! Elas são tão tentadoras quanto a Sephora e possuem uma diversidade beeem legal de marcas e preços, sem contar que estão sempre com uma promoçãozinha aqui e outra ali. Duvida? A foto ao lado comprova.

===> Quem me conhece sabe que adoro um batomzinho da MAC. Como acho que já tenho uma quantidade suficiente (#vergonha) decidi me desfazer dos antigos, ou dos que estavam quase no final - isso é papo para outro post, prometo -, e consegui juntar 12 embalagens vazias. O que isso significa?? Dois batons novinhos. O primeiro troquei por aqui mesmo, e o segundo veio diretamente de Montreal para a minha necessáire. De graça!





Kit de sobrevivência em Miami
==> Tem gente que diz que quando viaja, fica rico. Eu sou o contrário, fico pobre. Comigo, pelo menos nos primeiros dias, não existe o famoso "quem converte não se diverte". Eu saio convertendo tudo, fazendo cálculos e, sim, fico um pouco irritada de pagar R$ 20 reais por uma lata de Coca-Cola. Então, como eu não preciso ser rica lá fora, eu tento economizar ao mááááximo. Por exemplo: adoro explorar os mercados locais... ainda mais aqueles bons, que vendem sanduíches prontos e feitos na hora, por um precinho irresistível (nunca vou esquecer quando estive em Montreal, no ano passado, e passei na frente de um mercado chamado Adonis. A promoção do dia: sanduíche de falafel feito na hora por um dólar. Um! um! um! - ok, mais o imposto).  Se o sanduíche for muito grande, que tal guardar para o jantar? Ou colocar no frigobar e guardar para o dia seguinte?? Porque TripAdvisor pode ser muito bom, mas também pode ser muito caro. E posso falar? Quase tive um orgasmo quando encontrei essa lata de cerveja, enorme, por $2 em Miami. Achei que valia a pena passar a noite no hotel com ela, uma Pringles e um pacotinho de cookies.. nhamii!

A foto não faz jus à delícia que isso é
==> Como citei antes, TripAdvisor pode ser muito bom, mas pode te levar a lugares bem carinhos. O que sempre tento fazer é pedir indicações a pessoas que moram no lugar sobre boas opções. McDonald's pode ser até quebra-galho, mas em Miami, por exemplo, há tantas opções mais saborosas e saudáveis a bons preços que, sinceramente, vale mais a pena gastar $2 a mais do que sair pela cidade D E S E S P E R A D A por um banheiro (acredite, sei do que estou falando ;))
Por conta disso, também, resolvi pedir ajuda aos universitários e, em troca, recebi uma das melhores dicas da vida: tacos de peixe de um lugar chamado Huahua's. Mexicano com ótimo preço, comida fresquinha... huuum... melhor do que qualquer restaurante chique, caro e pomposo que eu poderia ter ido. Só me lembro de ter comido comida mexicana boa assim... no México (Chipotle, não fica triste, tá? Eu ainda te amo!)



 

==> Talvez eu seja um pouco pão-dura, confesso. Mas quem vai me convencer de que não é caro pegar um táxi em Londres? Em Nova York, por exemplo, minha onda é andar a pé, observando todos os cantinhos da Big Apple. Aliás, em praticamente todos os lugares a minha onda é andar a pé. Também pego metrô, é verdade. Aí, a melhor opção é comprar aqueles tíquetes que dão direito a passe livre por um dia ou uma semana, caso seja a situação. Eu ando pelas ruas fotogrando mapas que podem me ajudar posteriormente. Em Toronto, por exemplo, fotografei o mapa do metrô, e também um dos mapas que encontrei pela rua.
 ==> Deixar o pacote de dados quietinho é uma obrigação em viagens. Geralmente, resolvo tudo antes de sair do hotel. Na rua, as melhores soluções são lanchonetes como Starbucks, Tim Hortons e McDonalds, ambos com wifi pra dar e vender - não dá nem pra pensar em ficar com vergonha de usar. Quando você olha em volta, o que mais vê é gente sentada com seus computadores e celulares ávida por um bom sinal de celular. Mas geralmente, todos os bares e restaurantes já têm Wi-Fi disponível. 

sexta-feira, 13 de março de 2015

A arrumação pode ser a salvação!

Tudo o que ele pede é uma chance
A necessidade me fez descobrir que uma das melhores coisas para economizar é se organizar. Sim, ao mexer e remexer no armário, por exemplo, a gente acaba se deparando com coisas que nem lembrava mais que tinha. Peças que ficam guardadas ou que ficam por baixo de outras no cabide e acabam sendo ignoradas... ou sapatos que estavam esquecidos no fundo do baú, colares e brincos perdidos em meio a tantos outros...
Eu confesso: adoro comprar uma roupinha nova para cada evento que vou. Ou melhor, adorava. Hoje em dia, o que gosto mesmo é descobrir uma roupinha que tava lááá quase que  esquecida, usar de novo e ser alvo de elogios. 
Na semana passada, e em 2011.

Exemplo prático: em 2011, teria um aniversário de uma amiga para ir, e fui atrás de um modelinho novo. Achei na época um macaquinho azul com branco na Xsite - loja que nem existe mais, infelizmente - que achei uma fofura. Usei essa e mais algumas vezes, mas, de um tempo para cá, ele estava dobrado, metido num desses porta-edredons de plástico, ao lado de outros macaquinhos, no alto do armário. Dia desses, organizando meu guarda-roupa, encontrei o dito-cujo. E ele ficou na minha cabeça. Semana passada, tive o aniversário da minha cunhada para ir. O que fiz? Fui ao shopping comprar uma roupinha nova? Nananinanão! Peguei o bonitinho e pronto. Chegando lá, ela me perguntou:
- Esse macaquinho é lindo. É da Maria Filó?
- Não. É antigo, da Xsite.
- Cara, tem um igualzinho na Maria Filó.

Confesso que não entro na Maria Filó há tanto tempo, que não fiz ideia do que ela estava falando, mas não deixei de considerar um elogio, né? E o melhor, economizei uma boooa graninha.



Gaveta máágica, até batom da MAC eu achei
Situação semelhante aconteceu com minhas bijus. Precisei procurar um botão que sabia que estava misturado às minhas bugigangas, mas não sabia onde. Solução? Tirar tudo da gaveta, organizar, e colocar de volta. E vou dizer, nada de perda de tempo! Por mais que tenha sido um trabalho que terminou depois da meia-noite, a surpresa foi muito agradável...  Além de lembrar que eu tenho brincos lindos e anéis que adoro, ainda encontrei presilhas e tic-tacs que estavam me fazendo falta. E aquele potinho com tampa preta é um batom/blush da MAC que tem muitas utilidades e que estava "dormindo" na gaveta.
Bom ou não??!! Porque chique é ter dinheiro na conta!







quarta-feira, 4 de março de 2015

Na farmácia

Desde que comecei a economizar com força, estabeleci que só preciso de algo novo - seja hidratante, sabonete, pasta de dente - quando o antigo acaba. Foi a forma que encontrei para controlar meus gastos, saber do que realmente preciso, ou não. Porque quando a gente tem muito, acaba se esquecendo deles. Hoje mesmo precisei ir à farmácia comprar desodorante e absorvente. E, diante das prateleiras, fiquei fazendo cálculos. 

Pausa necessária, acredite: Alguém já leu "Delírios de consumo de Becky Bloom?" Ok, não é nada profundo ou denso, mas aprendi algumas coisinhas ali que ficaram para a vida. Becky é uma consumista irrefreável que decide cortar custos. Até aí, tudo bem. Só que ela se engana o tempo todo. Exemplo clássico: em vez de ir a um restaurante indiano, ela decide fazer comida indiana em casa. Aí precisa comprar temperos caríssimos e uma máquina especial e cara para que possa cozinhar a tal comida. Vale a pena? Não. Becky também decide comprar 10 peças só para ganhar um cartão que vai trazer descontos em futuras compras. Vale a pena? Não.



SEM IMPULSO. Pois bem. Escrevi isso tudo acima só para dizer que: antes de se jogar nas promocões, pondere. Exemplo prático: no momento de comprar o desodorante, me deparei com essa promoção aí do lado: dois desodorantes mais um sabonete por R$ 23,98. Detalhe para o aviso que diz: esse é grátis!.

Mas aí, olhei para o lado e vi que cada tubo de desodorante custa R$10,99
Calculadora novamente, please: R$10,99 + R$10,99 = R$21,98... xiii, será que R$2 agora virou sinônimo de gratuidade e eu não tô sabendo? 

CALCULE. Eu precisava de absorvente noturno. Vi que o pacote com 32 custava R$14,55, e o com 8 estava a R$4,85. Saquei logo a calculadora: R$4,85 / 8 = R$ 0,60625 -  R$14,55 /32 = R$0,4546.   Não são apenas R$0,15, são R$15 x 32R$4,80


OBS: Achei que valia a pena levar o pacotão maior por um motivo simples: absorvente é algo que uso todo mês! Se fosse algo como compre 32 e ganhe um aparelho de barbear ou algo do tipo, não valeria de jeito nenhum.




terça-feira, 3 de março de 2015

Bota na quentinha

No meu trabalho, funciona assim: o que você consome no crachá vem como desconto do seu salário no fim do mês. O preço do almoço/jantar é proporcional ao salário e se você opta por sair do bufê básico, as opções em volta são um pouco mais caras. Não seria tão ruim gastar esse dinheiro diariamente se a comida fosse boa. Mas é muito, muito, muito ruim. Então me dá raiva gastar R$ 1 que seja. Há um tempinho, pensei e resolvi que seria melhor levar de casa. 

Essa lancheira salva!
Para tal, tive que tomar umas providências. Comprei uma lancheira de neoprene, que ajuda a manter a comida no ponto (tinha uma amiga viajando e pedi para entregar no endereço dela, que trouxe para mim).  Preciso me organizar para ir ao mercado semanalmente atualizar o volume de latas de refrigerante, peixe, legumes e verduras do almoço. Me programo para deixar tudo pronto no domingo à noite, ou cozinhar antes de ir para o trabalho. No fim, a diferença nem é tão grande. Mas não é de grão em grão que a galinha enche o papo?

Por isso, mostro os cálculos abaixo:



Coca embalada e comidinha
Coca-cola no mercado - R$1,79 (já achei por R$1,69)
Coca-cola no trabalho - R$3,35

Economia de R$ 1,56 (dia), R$ 7,80 (semana), R$ 31,20 (mês)

Sanduíche queijo quente no trabalho: R$4,85 (1)
Biscoito O Globo no trabalho: R$1,50 (2)
Sanduíche de homus com pão: R$ 0,35 (dividindo o valor do tahine, grão de bico e pão pela quantidade de sanduíches)

Economia de R$ 4,50 (dia), R$ 22,50 (semana), R$ 90 (mês) (1)
Economia de R$ 1,15 (dia), R$ 5,75 (semana), R$ 23 (mês) (2)

Economia de lanche diária (1): R$1, 56 (refri) + R$4,50 (sanduíche) ===> R$6,06
Economia de lanche diária (2): R$ 1, 56 (refri) + R$1,15 (biscoito Globo) ===> R$2,71

segunda-feira, 2 de março de 2015

Comprando dentro do orçamento diário

Minha base são os R$ 1000 por mês, lembra? Pois bem, mesmo depois de todos aqueles cálculos sobre orçamento diário, cheguei à conclusão de não vivo sem roupas (é claro, vai andar pelada por aí?!) e que preciso renovar o armário a cada mês (precisa não, acredita!). E aí, Brasil, o que fazer, preciso sofrer? Claro que não. Seguro o cofre e vou em frente.

Primeiro: É preciso estabelecer uma meta. Desse jeito, eu evito cair em tentação diante de tantas "estampas maravilhosas, caimento perfeito, poucos tamanhos, corre, vai acabar". Eu optei por direcionar R$ 200 do meu orçamento mensal pra este fim. Pausa para um parênteses:

(Se você está na onda de economizar mesmo, esquece o cartão de crédito na hora de sair. Eu sei, você sabe, nós sabemos que tudo fica mais tentador quando visto sob as lentes da prestação - 3 X R$ 33 / 2 X R$ 150 - mas, "nós somos muitos, não somos fracos" e vamos resistir juntos. Compras, meu bem, só no débito. Ou melhor, no dinheiro, que dá mais pena de gastar ainda. Ou, ou, ou.. como diz Dr. Dinheiro , vai com nota de R$ 100 que ninguém troca e você escapa de comprar aquela bugiganga baratinha que só serve para juntar poeira nas suas coisas).


Então, a gente está falando do aqui e agora. O que temos e o que podemos gastar. Direcionei duzentinhos do meu orçamento mensal para os extras, digamos assim. Antes de sair que nem um louca correndo pelo shopping, conta até 10 e pensa só: o orçamento diário diminuiu (qué, qué, qué). Agora são R$ 800 divididos por 30, o que resulta em R$ 26,60 por dia menos os gastos fixos de R$ 6,40. Então, na verdade, sobram apenas R$20, 20 por dia. Será que eu consigo sobreviver à semana com essa grana?

Momento de reflexão: Será que realmente vale a pena destinar essa quantia para as compras? Se você elucubrou e viu que sim, segue adiante. Caso tenha titubeado, que tal reconsiderar? Olha só, pensa comigo: se você está juntando dinheiro para uma viagem, por exemplo, por que não guardar essa graninha para comprar coisinhas lá fora (muito mais baratas, não tenha dúvidas!) e não voltar tensa com a fatura do cartão de crédito do mês seguinte? Se você está juntando dinheiro para comprar um apartamento ou um carro, olha de novo pro armário, vê se você já não tem roupas demais, brincos demais, batons demais? Isso, vamos pensar grande.




Driblando a falta de dinheiro nos programinhas - parte 1



De plantão no trabalho, tava dando uma olhadinha na internet e cheguei a esse link. Eu tô longe de me considerar uma pessoa pão-dura, sou até mão aberta demais. Mas sou econômica, ponto. Sou mesmo. Não gosto de pagar R$ 6 por algo que sei que custa R$ 5 a duas esquinas. Sou chata nesse ponto, admito.
Vamos lá. Apesar de a matéria ser um pouquinho exagerada, tem lá sua coerência. Afinal, há algo mais irritante do que ir para a praia descansar e sair de lá com um rombo na carteira?? Ou receber o troco como bala? (lembrando que os centavos são ótimos como trocado no ônibus). E o pão duro, galera? Rende um ótimo pão na chapa com aquela manteiguinha esperrrta.

Na praia:
Primeiro, faça os cálculos de quanto você gasta num dia normal. Os meus são esses:
Cadeira - R$ 5 , no mínimo
Barraca - R$ 5, no mínimo
Biscoito Globo - R$ 5
Mate de latão (2) - R$ 12
Ônibus de ida e volta - R$ 6,80
TOTAL: R$ 27,80 - se você começar a beber cerveja (não dá pra tomar uma só, né?), caipirinha, sorvete, aí já viu... esse valor sobe em progressão geométrica!

Então, vamos tentar curtir a praia sem susto. Como?
Se você não tiver saco para levar cadeira, barraca, bolsa térmica, que tal escolher um desses itens e mandar ver? Só eliminando a cadeira ou o guarda-sol você já economiza uns R$ 5 (no mínimo). Se programe no dinheiro. Pense no que você gosta de consumir. Eu, por exemplo, adoro biscoito Globo e mate de latão. Biscoito já tá R$ 5, no mate estão cobrando R$ 6, às vezes tomo dois. Ou seja, lá se vão R$ 17 e mais a passagem de ônibus R$ 6,80.
Cadeira + combo biscoito e mate + passagem de ônibus = 33,80
Solução: me programo para tirar R$ 35 do meu orçamento diário e torrar sob o solzinho :)

Tudo bem, mas eu tô a fim de diminuir bastante esse orçamento. E agora, Arnaldo? Peço ajuda aos universitários.
A bolsa térmica vira minha melhor amiga nessas ocasiões! Antes de ir à praia, faço aquela parada estratégica no mercado. Posso comprar um suquinho no Zona Sul - as garrafinhas são uma graça -, ou melhor ainda: o copo de água de coco do Hortifruti custa apenas R$ 2,50. Eu sou vendida. Troco facilmente o mate de latão pela água de coco para pagar menos.  Cálculos, por favor: Dois mates na praia: R$ 12 / Dois copos de água de coco R$ 5    - Saldo de economia: R$ 6 (Êêêêêê)


Mas isso não vale. Você trocou meu mate por água de coco, não é a mesma coisa, ora bolas.
Tá, se você não troca de jeito nenhum seu mate por nada nessa vida (quase nada, quer ver como vou te convencer?) , eis as opções: os sucos de mate de latão à disposição no mercado (olha a carinha deles aí do lado). E, vamos combinar? Um litro é coisa à beça!!! No Zona Sul, ele está custando R$ 5,89!!

EXTRA EXTRA EXTRA, olha que economia linda!
Dois mates na praia R$ 12  X  Um litro de mate com limão R$ 5,89

Acho que temos um vencedor!

Com relação ao biscoito Globo, é mais complicado achar em mercados. Mas a boa é que ele é achado em lojas como a Casa do Biscoito, e as Casas do Biscoito estão em TODOS os lugares, repara só. Como dito anteriormente, preciso de R$ 5 dinheirinhos para adquirir meu pacotinho na praia. Nas lojas ele custa... tcham tcham tcham R$ 2 ("extravasa, libera e joga tudo no ar!!") e ainda vem no saquinho de plástico lacrado, mais prático que aquele de papel.

OBS: Se você quer economizar mais ainda, tem tempo e trabalha pelo centro, que tal dar um pulinho na fábrica no dia anterior? Lá, o pacote custa R$0,90, acredite!


ALCÓOLICOS:
Esquece o mate, o suco. Eu tô a fim mesmo é de tomar aquela cervejinha gelada. Aproveitando a tal paradinha estratégica no mercado, vou lá na seção das lourinhas e voilá: encontro minhas Stellinhas por R$2,89 (é muito amor!). Na minha mochilinha térmica cabem 12 latinhas - pelamordeDeus, se deixar eu bebo tudo. Mas, como passar mal na praia não é a pauta do dia, compro apenas três ===> R$2,89 x 3 = R$8,67 (quase o preço de uma só em alguns quiosques e barracas). É ou não é para levantar os bracinhos e fazer u-huuu??!!
Mochilinha salvadora

==> Eu também posso comprar umas garrafinhas de Smirnoff Ice que custam R$3,69 no Zona Sul.

==> Se você curte aquela caipirinha, dá para fazer em casa e colocar numa garrafinha de vidro. Só cuidado com o limão sob o sol, heim?

LANCHINHOS EM GERAL:
Ai, vale de tudo. Que tal comprar seu biscoito preferido, ou levar uma frutinhas que você já tem em casa, ou, se não, um cacho de banana, ótima fonte de potássio? Em hortifrutis, sai por R$4

PARA TER UMA NOÇÂO:

Planejamento inicial, comprando tudo na praia: 
Cadeira - R$ 5 , no mínimo + Barraca - R$ 5, no mínimo + Biscoito Globo - R$ 5 + Mate de latão - R$ 12 + Ônibus de ida e volta - R$ 6,80 ====> 33,80

Levando a barraca de casa:
Cadeira - R$ 5 , no mínimo Biscoito Globo - R$ 5 + Mate de latão - R$ 6 + Ônibus de ida e volta - R$ 6,80 ====> 23,80

Levando a barraca e o mate de casa:
Cadeira - R$ 5 , no mínimo Biscoito Globo - R$ 5 + Mate litro - R$ 6 (arredondei pra facilitar) + Ônibus de ida e volta - R$ 6,80 ====> R$ 22,80

Levando a barraca e a água de coco de casa:
Cadeira - R$ 5 , no mínimo Biscoito Globo - R$ 5 + Copinho de água de coco (2) - R$ 5  + Ônibus de ida e volta - R$ 6,80 ====> R$ 21,80

Levando a barraca, o mate, e o biscoito de casa:
Cadeira - R$ 5 , no mínimo Biscoito Globo - R$ 2 Mate litro - R$ 6 (arredondei pra facilitar)  + Ônibus de ida e volta - R$ 6,80 ====> R$ 19,80

Levando a barraca, a água de coco, e o biscoito de casa:
Cadeira - R$ 5 , no mínimo Biscoito Globo - R$ 2 + Copinho de água de coco (2) - R$ 5  + Ônibus de ida e volta - R$ 6,80 ====> R$ 18,80

====== R$ 33,80 - R$18.80 ========> R$ 15 

I-M-P-O-R-T-A-N-T- E: Sabendo que vou gastar R$ 15, levo para a praia apenas uma nota de R$ 20 para não cair em tentação, amém. (Em tempo: dentro do meu orçamento diário de R$26,20!)

OBS: Eu ainda não comprei uma cadeira porque está fora do meu orçamento diário, e porque eu não vou tanto à praia assim, e quanto vou, não tenho disposição para carregar no ônibus. Mas quem tem, pode substrair R$ 5 do total de cima. Eu confesso que quando não quero gastar, fico na canga mesmo! 

Vale a pena ou não?

domingo, 1 de março de 2015

Evitando gastar na vida social

Ultimamente, sair à noite é sinônimo de gastos para mim. Mas como eu gosto bastante de uma vidinha social e de um chopinho com os amigos, não quero ficar totalmente alheia a esse tipo de programinha. Então, como é muito difícil sair sem gastar nada, o meu desafio aqui é sair gastando bem menos.

TRANSPORTE. Eu já disse que D-E-T-E-S-T-O pegar táxi? Pois eu D-E-T-E-S-T-O pegar táxi. Só uso mesmo em caso de emergência (leia-se atraso e segurança). Por isso, algo que venho priorizando são encontrinhos próximos a minha casa ou, como quase ninguém mora perto de mim, próximos ao metrô. Porque aí, rapeize, é entrar na estação e ir pra galera casa por R$3,50. A não ser que eu esteja com mais gente. Se for um grupo de quatro pessoas, por exemplo, já começa a valer a pena o táxi.  Outro dia, fui a um casamento no Alto da Boa Vista. Peguei o metrô até a Tijuca por R$3,50 e, de lá, dividi o táxi com mais três pessoas. A corrida custou R$ 25 reais, R$ 6,25 pra cada um. Bom ou não?
Lindas e caras

COUVERT E ENTRADAS. Se tem algo que evito há muito tempo é o couvert artístico. Outro dia, deixei de ir a um lugar ao saber que pagaria R$30 pelo serviço. Posso estar sendo pão-dura, posso, mas a não ser que seja algo extraordinário, aniversário de alguém muito especial, não vale a pena. O mesmo com entradas. Gosto de ir ao Bukowski, em Botafogo, mas só de pensar em pagar R$44 de entrada, já me dá desânimo. Com R$44 eu faço a festa em casa com cervejas e queijos - e ainda danço rock em frente ao espelho!

Vai uma cervejinha aí?
ESCOLHA DO BAR. Pagar R$10,50 por uma empada aberta no Belmonte é algo que está totalmente fora do meu orçamento. Portanto, Belmonte foi devidamente cortado da minha vida. Na hora de escolher ou sugerir, eu sempre penso nos valores. Faço pesquisa, vejo o preço do chope, para ir preparada ou até não ir. É, quem economiza tem que fazer concessões. Além disso, bebo chope que nem água, um perigo para o bolso! Então, no meu caso, tenho optado por frequentar pés-sujos, que assim eu divido garrafas de cerveja a R$9/10/11 com amigos, e me controlo mais na bebida.

NA MESA. Dividir pratos é muito bom, mas como eu não como carne, nem sempre é vantajoso. Se eu for a um barzinho, gosto de um caldinho de feijão que não é tão caro e é mais saudável que frituras. Ou então um espetinho de queijo coalho que quebra não apenas um galho, mas uma árvore pra mim. 

PENSE ANTES DE COMER. Eu sei que tem vezes que o desejo bate e que a gente quer comer aquela coisa e pronto. Mas, muitas vezes eu como porque o negócio está na minha frente, é a única opção que tenho, etc. Dia desses fui a um aniversário em um restaurante que tinha dois lados - no salão da frente, um rodízio de pizzas por R$27,90, do outro lado, um bufê a R$59,90 o quilo. Achei o preço maravilhoso para um rodízio, mas para mim, que não queria comer grandes quantidades de pizza à noite, não valeria a pena. O que eu fiz? Optei por um bufê japonês, com sushis bem honestos. Sabe quanto saiu? R$ 9,82! Ainda tomei uma água (R$ 3,80) e um refri (R$4,90), e meu total foi de R$ 18,52. Economia de R$9,38 (uebaaa!)


GRATUITOS. No Rio, o que não falta são programinhas gratuitos. Em janeiro, fiz muuitos deles. Vale a pena curtir páginas de eventos legais no facebook, comentar sobre sua pindaíba com amigos antenados na noite, ficar ligada nos jornais. O melhor é que você canta, dança, se diverte, e paga apenas o que consome. Quando vou a esse tipo de festa, por exemplo, aplico a regrinha do controle. Na rua, a long neck já tá custando R$5. Cinco delas são mais que suficientes e saem apenas R$25 do meu bolso. Porque confesso: se eu não me controlar, o dinheiro vai di mim bem facim.


EM CASA, POR QUE NÃO? No fim do ano passado, o pessoal do meu prédio que não se via há muito tempo resolveu se encontrar. Com os preços lááá no telhado, sugeri uma reunião na minha casa. Assim, cada um trouxe uma bebidinha e um petisquinho. Simples, não? E bastante econômico :)