domingo, 22 de março de 2015

Economia nas compras da viagem

Se mesmo com o dólar baixo eu fico preocupada com os gastos posteriores à viagem, imagina com a moeda lá no alto??

Para mim, a economia começa no aeroporto. Eu sei, vc sabe, que a falta de concorrência faz com que eles cobrem fortunas por aperitivos simples, como coca-cola, pão de queijo e água. Eu admito que sou pão dura de aeroporto mesmo. Odeio pagar mais sabendo que posso encontrar por menos. Mas, se não dá para encontrar por beem menos, pelo menos vou tentar ir atrás do mais barato, isso sempre. 

Um exemplo bem claro eu tive no aeroporto de São Paulo recentemente. São duas lojas, uma praticamente em frente a outra. Na primeira, a água e o refrigerante custavam R$4,90. Ingênua, logo pensei: "Difícil encontrar algo mais caro do que isso, então vou continuar para ver se acho mais barato". Ledo engano. Como falei, na loja em frente, a água custava R$ 5, e o refri? R$6,50! É claro que voltei correndo para a primeira opção. Sim, garimpar em aeroporto pode ser chato, mas a economia pode ser gratificante!!

 ==> Eu sei que é dificil, mas que tal dar um olé nas fast-fashions e tentar a sorte em um brechó local? Uma pesquisa antes pode ajudar , e muito, a que a gente ache os lugares mais descolados da cidade. E o melhor, ninguém vai ter igual quando você voltar. Além disso, há marcas que são valorizadas aqui, e por isso, caras, e que lá fora são encontradas a preços de banana. Imagina se são de segunda mão?? Lembrete: chique é ser sustentável.


Panela velha também faz comida boa
Olha só que legal! Antes de ir a Montreal me informei sobre brechós existentes lá. Fui a um chamado Annex Vintage, super moderninho, mas como eu estava a fim de preço (é preeeço!) e não de modernidade, achei os valores caros - em torno de $25 a $30 dólares por peça. Daí, pesquisei e fui a dois outros. Village des Valeurs e Eva B.






Oi, eu estava mesmo te esperando...
O primeiro é beeeem organizado, com roupas separadas por tamanho, cor, e modelo. Achei beem legal, mas no momento, eu estava sem muito tempo, e esse tipo de lugar exige paciência, então saí de lá sem nada. O segundo é bem zoneado. Um caos, para falar a verdade. Mas é tão moderninho e descolado, que dá vontade de passar a tarde olhando cabide por cabide (olha que a tarefa é árdua!). Com um pouco mais de tempo, resolvi desapegar da zona e dar uma chance ao lugar. No andar de cima, comecei a calçar sapato por sapato. Até que... lá estava ela, perfeita para meus pezinhos (Cinderela, morra de inveja!), e o melhor: por 12 dólares canadenses. Mais as taxas, $13,80. É goooool!!!
OBS: Por favor, quando olhar minhas fotos de viagem, repare nelas!

Ok, quer mais um exemplo de felicidade? Quando fui a Collingwood, em Ontario, fiquei um pouco surpresa com os preços das lojas (achei tudo caro!) e sugeri a minha amiga que fôssemos a uma loja desse tipo. Em pleno outono, com os termômetros na marca dos 5 graus, saí de lá não com uma, mas com duas roupas novinhas. E baratinhas! Já usei por lá mesmo e, a capa, umas duas vezes no Rio. O colete de vovó, inclusive, voltou comigo para o Canadá.




Usa e abusa de mim que eu gosto!
Uma loja que eu adoro quando vou aos Estados Unidos é a T.J. Maxx. (tão viciada que descobri a T.K Maxx, em Londres e a Winners, no Canadá, e são todas da mesma rede, uebaaa!) Tem que garimpar, tem. Tem que ter paciência, sim, senhor. Felizmente, as muitas viagens que faço a trabalho - e o pouco tempo livre que tenho nelas - me ajudaram a ser express em meio às milhões de araras espalhadas pela loja, repletas de roupas de marca e utensílios para a casa a preços bem módicos Sim, consigo fazer uma espécie de raio x, algo como uma leitura dinâmica, sei lá. Mas, sem dúvida, quando se tem tempo para ir para a cabine com milhões de peças e milhões de minutos disponíveis é muito melhor. Pelos cabides, dá para achar muita coisa boa. Paguei $19 em calças da Levis e da Calvin Klein, $16 em calça de ginástica da Adidas e tantas outras preciosidades que tornam essa rede uma das minhas preferidas de sempre. Nem sempre elas estão no meio da cidade, digo, nas calçadas. Mas elas são muitas, e, diante de uma pesquisa prévia, dá para achar facilmente e se programar para ir.




quem encara?

As redes grandes como H&M, Zara, e Forever 21 (foto) estão SEMPRE com promoções, é impressionante. Mais uma vez, a palavra certa é paciência para catar os melhores achados, levar tudo para a cabine, voltar, achar mais, voltar.. mas eu ainda acho que compensa.

Ok, a Sephora é linda, baphônyca, incrível. Mas também faz com que você gaste facilmente mais de $100. Eu, geralmente, deixo para comprar nela só aquilo de que realmente preciso e sei que não vou mais achar em nenhum outro lugar. Caso contrário... a minha primeira opção são sempre as farmácias e o Walmart (o mais barato de todos os lugares!!) Walgreens, CVS, Rite Aid, Boots, Farmacity, Pharmaprix, Jean Coutu são apenas alguns exemplos de farmácias espalhadas aí pelo mundo.A CityPharma, em Paris, é parada obrigatória para quem visita a capital francesa. E a Panvel, rede de farmácias do Sul, que maravilha!! Elas são tão tentadoras quanto a Sephora e possuem uma diversidade beeem legal de marcas e preços, sem contar que estão sempre com uma promoçãozinha aqui e outra ali. Duvida? A foto ao lado comprova.

===> Quem me conhece sabe que adoro um batomzinho da MAC. Como acho que já tenho uma quantidade suficiente (#vergonha) decidi me desfazer dos antigos, ou dos que estavam quase no final - isso é papo para outro post, prometo -, e consegui juntar 12 embalagens vazias. O que isso significa?? Dois batons novinhos. O primeiro troquei por aqui mesmo, e o segundo veio diretamente de Montreal para a minha necessáire. De graça!





Kit de sobrevivência em Miami
==> Tem gente que diz que quando viaja, fica rico. Eu sou o contrário, fico pobre. Comigo, pelo menos nos primeiros dias, não existe o famoso "quem converte não se diverte". Eu saio convertendo tudo, fazendo cálculos e, sim, fico um pouco irritada de pagar R$ 20 reais por uma lata de Coca-Cola. Então, como eu não preciso ser rica lá fora, eu tento economizar ao mááááximo. Por exemplo: adoro explorar os mercados locais... ainda mais aqueles bons, que vendem sanduíches prontos e feitos na hora, por um precinho irresistível (nunca vou esquecer quando estive em Montreal, no ano passado, e passei na frente de um mercado chamado Adonis. A promoção do dia: sanduíche de falafel feito na hora por um dólar. Um! um! um! - ok, mais o imposto).  Se o sanduíche for muito grande, que tal guardar para o jantar? Ou colocar no frigobar e guardar para o dia seguinte?? Porque TripAdvisor pode ser muito bom, mas também pode ser muito caro. E posso falar? Quase tive um orgasmo quando encontrei essa lata de cerveja, enorme, por $2 em Miami. Achei que valia a pena passar a noite no hotel com ela, uma Pringles e um pacotinho de cookies.. nhamii!

A foto não faz jus à delícia que isso é
==> Como citei antes, TripAdvisor pode ser muito bom, mas pode te levar a lugares bem carinhos. O que sempre tento fazer é pedir indicações a pessoas que moram no lugar sobre boas opções. McDonald's pode ser até quebra-galho, mas em Miami, por exemplo, há tantas opções mais saborosas e saudáveis a bons preços que, sinceramente, vale mais a pena gastar $2 a mais do que sair pela cidade D E S E S P E R A D A por um banheiro (acredite, sei do que estou falando ;))
Por conta disso, também, resolvi pedir ajuda aos universitários e, em troca, recebi uma das melhores dicas da vida: tacos de peixe de um lugar chamado Huahua's. Mexicano com ótimo preço, comida fresquinha... huuum... melhor do que qualquer restaurante chique, caro e pomposo que eu poderia ter ido. Só me lembro de ter comido comida mexicana boa assim... no México (Chipotle, não fica triste, tá? Eu ainda te amo!)



 

==> Talvez eu seja um pouco pão-dura, confesso. Mas quem vai me convencer de que não é caro pegar um táxi em Londres? Em Nova York, por exemplo, minha onda é andar a pé, observando todos os cantinhos da Big Apple. Aliás, em praticamente todos os lugares a minha onda é andar a pé. Também pego metrô, é verdade. Aí, a melhor opção é comprar aqueles tíquetes que dão direito a passe livre por um dia ou uma semana, caso seja a situação. Eu ando pelas ruas fotogrando mapas que podem me ajudar posteriormente. Em Toronto, por exemplo, fotografei o mapa do metrô, e também um dos mapas que encontrei pela rua.
 ==> Deixar o pacote de dados quietinho é uma obrigação em viagens. Geralmente, resolvo tudo antes de sair do hotel. Na rua, as melhores soluções são lanchonetes como Starbucks, Tim Hortons e McDonalds, ambos com wifi pra dar e vender - não dá nem pra pensar em ficar com vergonha de usar. Quando você olha em volta, o que mais vê é gente sentada com seus computadores e celulares ávida por um bom sinal de celular. Mas geralmente, todos os bares e restaurantes já têm Wi-Fi disponível. 

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